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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

INFÂNCIA EM SANTANA


A infância de Santana (antigamente) era tão diferente da infância de agora. As crianças quando não estavam na escola se ocupavam com as brincadeiras de ruas, esconde-esconde, carretilhas, espetar prego na rua, amarelinha, pular corda, petecas, desenhar com giz no fogão de lenha. Televisão não existia e computador era considerado “assombração”.

Infância em Santana era subir em árvores para brincar de Tarzan, jogar bola no meio da rua, era fazer manha e tentar esconder a arte para não apanhar dos pais.

Infância em Santana era ir dormir cedo, era não ter acesso a alguns programas “impróprios”, era ver o pai escutando o Repórter Esso pela rádio Farroupilha, de Porto Alegre.

Infância em Santana era juntar ovos das galinhas para fazer bolo de aniversário e depois passar o dedo e feliz dizer: “Ta gotoso!”.

Infância em Santana era tomar banho de chuva, sair descaso pelos córregos. Era a escola, a merenda (sopa com bastante tempero verde), servida na hora do recreio.

Quem não recorda da sopa com bastante tempero verde do Grupo Escolar Lucas Bez Batti? Era esquecer-se do dia da prova. Era brigar com os colegas e fazer as pazes minutos depois. Era ter muita tolerância...

Que saudade daqueles tempos...

Nos dias de ventos as criançadas desciam a rua com um cata vento, feito de folhas de eucaliptos enfiado em um prego. Nos dias chuvosos os pais inventavam um tipo de acampamento no meio da sala, usando a mesa como cabana, rodeando-a com lençóis e toalhas e a criançada jogava jogos, feitos em cartolinas ou com giz no chão da sala, cantavam coisas bem simples era bem mais divertido que vídeo game, computador e shopping.

Hoje, ao cair à chuva, corremos para casa e criamos calos nos dedos de tanto apertar o controle remoto e os botões do vídeo game. Ficamos com L.E.R (Lesão por Esforço Repetitivo) de tanto forçar o mouse. Não há criatividade, o computador cria os jogos. Não há espaço para imaginação. A única imaginação é ir às Casas Bahias, nos Magazines Luiza ou em outras lojas qualquer e adquirir um computador parcelado a perder de vista.

Ah, como foi boa nossa infância em Santana! Hoje a infância é outra! Os brinquedos são outros! Os tempos são outros! As amizades são outras. A infância de outrora foi substituída por uma nova sem qualquer tipo de motivação. Vamos voltar a ser criança e levar a vida com mais leveza!

Amigos de Santana

Taisinho, em brincadeira de Tarzan.

As crianças de Santana, brincando de dançar

Crianças de Santana, brincando de cantar.

As sobrinhas da Tina, brincando na chuva.


Assim, foi nossa infância em Santana.







TAREFAS DAS ESPOSAS DE SANTANA

As esposas de Santana tinham o marido e os filhos como centro de suas atenções. Todos os filhos muito bem educados e amados.

As tarefas domésticas como cozinhar, lavar, passar, limpar a casa e cuidar dos filhos eram deveres exclusivamente das mulheres.

As roupas eram lavadas a beira de um rio existente, próximo à casa do seu Amado Tertuliano, chamado de fonte, onde as mulheres se reuniam para lavrar e, também, aproveitavam para colocar as fofocas em dia. Na fonte, como era chamada, se sabia de tudo o que estava acontecendo na vila operária de Santana, inclusive, nos subsolos das minas de carvão. Isto não era bem visto pelos maridos. Para eles, eram locais de “ajuntamento”, que poderiam contribuir para a infidelidade do casamento.

Muitas mulheres para evitar confronto com os maridos preferiam carregar águas das bicas até suas casas e colocar nos cochos para lavarem a roupa de toda a família.

As roupas tinham que ser lavadas e torcidas no mesmo dia, porque se as deixassem para o dia seguinte escureciam, devido ao grau de ferro existente na água, resultante da decomposição da pirita, levada aos leitos dos rios existentes na região de Santana pelas águas bombeadas nas minas de carvão.

A faxina era sempre feita nas sextas-feiras. As casas eram muito bem limpas. Todo o assoalho esfregado com palha de aço. As paredes das casas não podiam apresentar machas de gordura. Tudo tinha que estar brilhando.

Os homens dentro de casa eram solicitados apenas para fazer os pequenos reparos como, por exemplo: trocar uma lâmpada. As demais tarefas eram todas das mulheres.

Atualmente, os homens passaram a desempenhar funções que acreditavam serem de exclusividades femininas, como dar mamadeira aos filhos, cozinhar, passar, lavar, ser modelo ou qualquer outra tarefa doméstica.

Amigos de Santana

sábado, 20 de agosto de 2011

RUA DA FAROFA

Hoje, tão diferente de minha rua de outrora, a de minha infância querida, onde corria solta, onde sorria feliz nas brincadeiras de menina pobre de um bairro operário; rua que viu surgir meus primeiros sonhos de adolescente, que acolheu minhas primeiras lágrimas de desencanto; rua que me viu nascer, me viu crescer e me viu partir para outra cidade... Enfim, a minha rua... Minha querida Rua da Farofa!



A Rua da Farofa, de hoje.

A Rua da Farofa, de outrora.

Rua de tantas histórias, de tantos acontecimentos, de tantas esperanças, de tantos pregões, de tantos carnavais... Rua da vendinha do seu Otávio e da dona Teva, onde toda noite íamos assistir TV. Rua do seu Dorvalinho Venceslau, sempre brincalhão, feliz e alegre; da dona Arminda e do seu Loquinha. Este e o filho Zé, felizes, desciam a rua a cavalo. Rua do Pele, o primeiro a comprar televisão na rua, onde todo domingo à noite íamos assistir a luta livre, do famoso Ted Boy Marino, astro de Luta Livre dos anos 60.


Zé, filho do seu Loquinha e dona Arminda que,  naquela época, descia a Rua da Farofa, a cavalo. Zé, que nos deixou em maio de 2011.

Rua em que tinha uma única torneira de água para abastecer as casas de todos; rua em que passava o funileiro para remendar as panelas e fazer canecos das latas vazias de leite ninho; do alfaiate para pegar os ternos dos pais para lavar; dos mascates ambulantes que iam de "porta a porta", com sua malinha cheia de roupas numa mão e uma porção de gravatas, lenços e afins pendurados na outra subiam a Rua da Farofa e ofereciam às donas de casa a oportunidade de comprar tecidos, toalhas e tudo o que precisassem para pagar um pouquinho por semana, num prazo a perder de vista.
Passeando pela Rua da Farofa.

Rua que nos finais de tarde juntava a criançada para as brincadeiras e a noite, após o jantar, sem televisão em casa, os pais colocavam cadeiras nas ruas e acompanhavam os filhos nas brincadeiras que não poderia passar das 19 horas.

O entardecer na Rua da Farofa.


Rua dos momentos difíceis, da explosão de 1965, há 46 anos; das assombrações na mina da 10ª; dos namorados subindo e descendo; das festas juninas da dona Germina, dos blocos de carnavais do seu David; rua do seu Fortunato Cechinel, da dona Clementina e da filha Terezinha, que me fazia rezar o terço com ela toda noite; rua do entrudo (brincadeira de jogar baldes de água, um no outro), que antecedia a quarta-feira de Cinzas; rua dos circos do Tião; rua que se animava e se enfeitava nos dias de festa; ruas das grandes e boas recordações. Assim, era a Rua da Farofa!

Time de futebol dos meninos da Rua da Farofa.

Criançada da Rua da Farofa.

Outro time de meninos da Rua da Farofa.

Assim, era a Rua da Farofa.

Amigos de Santana

A NOSSA HISTÓRIA SUSPENSA POR CABO DE AÇO.

Em meados do Séc. XIX, tropeiros que descem a Serra do Doze descobrem que existem pedras que queimam e imigrantes italianos a partir de 1878 gritam que existem pedras que “brusam”. Eis o início de uma história feita de pedras e homens.

Em 20 de maio de 1874 visando a exploração do recém descoberto carvão, por decreto do Imperador D. Pedro II, nasce a chamada “Estrada do Visconde”, logo batizada de Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina, em homenagem a nossa Imperatriz. Dois anos após com capital inglês transforma-se na “The Donna Thereza Christina Railway Company Limited. Em 1880, milhares de dormentes dão início à construção da estrada de Imbituba a Lauro Muller, numa extensão de 128 km, com um pequeno ramal que saúda Laguna, terra de Anita Garibaldi e sede do mais belo monumento em homenagem à mulher brasileira. O imigrante italiano transforma-se no braço forte deste empreendimento férreo que é inaugurado em 1 de setembro de 1884.

Em maio de 1917 é fundada a CCU – Companhia Carbonífera Urussanga e um ano após tem início a extração das primeiras vagonetas de carvão. Em 1919 a primeira Maria Fumaça chega à Benedetta, orgulhosa e faceira, chiando, ofegante e sedenta por um gole de vinho para temperar as suas engrenagens. Em 1922, ela avança sobre Rio Caeté e Rio Deserto em busca das pedras pretas.

Na linguagem do Monsenhor, homens e mulheres, mineiros e escolhedeiras, com saúde ou sem ela, trocaram os chapéus de palha pelos capacetes, os arados pelas picaretas, os carros de bois pelas vagonetes, o caldeirão da polenta pela marmita e começaram a registrar a história da Batalha do Carvão.

Um exército de colonos, motoristas, mulheres (e aqui vai uma homenagem às bravas mulheres escolhedeiras de carvão de Rio Carvão, Santana e Rio América, que com seu trabalho forjaram o futuro de seus filhos), além de mineiros, heróis anônimos de nossa terra, plantam uva, tomam vinho, comem polenta, arrancam do solo as pedras pretas e transportam o carvão por caçambas que voam rumo às caixas de embarque em Rio Deserto e no Bairro da Estação. Lá serão despejadas com enorme barulho nos vagões da E.F. Dona Tereza Cristina. Mineiros com seus gasômetros e picaretas escrevem o épico “A Saga do Carvão”. Quer queiram ou não, as pedras pretas fazem parte da nossa história, da nossa cultura, da nossa alma.

Imitando formigas em fila indiana, dia e noite e suspensas por cabos aéreos, cerca de 35 caçambas da CCU, com tecnologia da Siemens, num percurso de aproximadamente 3 km transportam carvão das minas de Rio América ao lavador e caixa de embarque em Rio Deserto.

Na década de 40, no Governo Getúlio Vargas, em plena II Guerra Mundial, o carvão torna-se fator de segurança nacional. Na década de 50, a CSN e a Carbonífera Treviso S/A deslocam a Marion I e II. Em 1952-1954, a MINERASIL- Mineração Geral do Brasil adquire cabos, torres e caçambas que chegam por navios e com tecnologia alemã dá início a construção do cabo aéreo Bairro da Estação – Rio Carvão – Santana. São 8 km, 50 torres e 140 caçambas com capacidade para 800 a 1000 kg de carvão. Em dois anos, o empreendimento está implantado. É inaugurado em 1956 e por 20 anos caçambas sobem e descem transportando algo em torno de 1 milhão de toneladas de carvão. As caçambas, tornam-se ao lado do vinho e da polenta, um dos mais tradicionais símbolos de nossa cidade.

Estamos vivendo a época dourada dos anos 60, da Jovem Guarda, dos The Beatles e dos Rolling Stones. A turma da Rua do Sapo, formada por, Gilson, Bita, Derde, Joca, Minossa, Pedrinho, Telmo, Baga, Capipa, Laudelino, Cal, Zé, Nazareno, Nico, Tadeu, Raul, Jânio, Keio, Loni, Sérgio, Lucafo, entre outros, passam o tempo atrás de uma “bola de pneu”, sobem o morro, chupam cana e bergamota e ficaram horas observando o vaivém das caçambas com o seu barulho característico que jamais sairão de seus ouvidos. De vez em quanto, alguém grita. Lá vem ela. É uma caçamba diferente que tem a missão de engraxar os cabos. Cabos arrebentados, caçambas paradas. Quando elas voltam a funcionar, o grito de alegria é geral. E o dia em que a caçamba tombou o caminhão do Otto Salvador? Foi assunto de nossa turma por dois anos seguidos. Era uma época de nossas vidas em que tínhamos ouro nas mãos e desgraçadamente não sabíamos.

A história é feita por pessoas. E o cabo aéreo tem a marca a ação de muitos homens como Dr Schmitt, João Méier, João Gabriel Maccari, o barbado, Otávio Zanin, Ângelo Zanin, Alberto Barrichello, Frederico Fernandes, Avelino Zanin, João Zanin, Ilbe Dal Bó, João Felisbino, Silvestre Bendo, Hortêncio Inocenti, Deoclerio Barbosa, Ângelo Zuchinalli, Valmor Concer, Remílio Covre, João Ramos Roussent, Joaquim Manoel, entre outros. Em 1977, as caçambas silenciaram. No início da década de 80 inicia-se o desmonte. Alberto Silveira, feitor da CCU, presenteia o mecânico Virginio Maestrelli com duas caçambas que foram guardadas a sete chaves.

Uma única voz se ergue, via sermões na Igreja Matriz e via Andorinha Mensageira, para que com o apoio do povo, as autoridades mantenham o cabo aéreo de pé no trecho compreendido entre a Vila São José e o Bairro da Estação. As autoridades se fizeram de surdas, e o povo indiferente. Monsenhor desiludido nos enviou uma correspondência a Pelotas onde cursávamos na Universidade a faculdade de Engenharia Agronômica e Direito, afirmando que “fora apenas uma voz que clamou no deserto. Não houve eco. Fui Derrotado”.

Urussanga cometia um dos maiores atentados culturais contra o seu patrimônio histórico.

Fonte: Sérgio Maestrelli

AS ESCOLHEDEIRAS DE CARVÃO

O início da extração de carvão em Santana, era feita por meio de galerias que Iniciavam nas encostas de morros e chegavam a uma extensão de até 1.500 metros, e em determinada distância se ramificavam. Naquela época não tínhamos poços artesianos. Os mineiros com picaretas, sapatões e carregando o seu gasômetro iluminavam as jazidas para extrair o carvão.

O carvão extraído era transportado para fora em vagonetas, empurradas pelos próprios mineiros ou, às vezes, puxadas por bois. Fora das galerias, o carvão era colocado em cima de uma mesa ladeada por até 130 mulheres, as quais eram denominadas "escolhedeiras". Cada mulher era munida de uma pequena picareta que servia para quebrar a pedra, separando metal, barro e carvão.

Entre tantas que estavam nestas frentes de trabalho, lembramos das senhoras: Isaltina Fernandes Madeira, Laura Citadini, Vilma Wasielevski, Chica Venceslau, Leninha, Plácida Fernandes Madeira, Carmela Furlaneto, Fernanda Miranda, Alice Mello, Rosália Fernandes Madeira, Mariquinha Venceslau, Valquíria Adriano, Maria Morais, Pedro Vitorino e Delícia Inês Miranda, Conforme foto abaixo.

Na escolha, as escolhedeiras despejavam as padiolas de carvão escolhido numa peneira grande, de onde vinha o fiscal, fiscalizar e retirava a sujeira misturada com o carvão.

Conta Plácida que quando o fiscal encontrava muita sujeira misturada com o carvão escolhido, a escolhedeira além da multa não recebia a sua chapinha.

Quando não encontrava nenhuma sujeita no carvão escolhido, o mesmo era colocado em caixotes de madeira, os quais, cheios, eram apresentados ao fiscal, que entregava uma ficha de metal, conhecida por chapinha, para controle, já que as escolhedeiras ganhavam por produção e muitas não sabiam ler, nem escrever.

As escolhedeiras eram muito unidas, quando um fiscal decidia multar ou punir uma das escolhedeiras tinha que suportar os olhares condenatórios das demais, pois na maioria das vezes eram vizinhas, parentes ou comadres.

Em Santana, as multas eram motivos de muitos conflitos, provocando revolta e indignação entre escolhedeiras e fiscais, já que por quaisquer pedrinhas elas eram multadas. O salário que recebiam não era suficiente para a manutenção da família, cada família tinha, em média, 10 filhos, que dependiam daquele salário para sobrevivência.

O trabalho de escolhedeira exigia esforço e determinação, mas contam que era divertido. Elas levantavam de madrugava, lavavam os rostos em pequenas bacias de alumínios ou em gamelas, preparavam as bolsas de café com pão. O café era colocado em garrafa de vidro e tomado frio. Naquela época não existia garrafa térmica, o almoço era levado em panelinha pelos filhos, irmãos ou pelas almoceira (pessoa contratada só para levar o almoço quentinho para seu pai, irmãs, irmãos e outros mineiros). Elas trabalhavam das 07h00min às 17h00min.

Plácida lembra saudosa: “quando íamos para a escolha era muito divertido, nós íamos em grupos, passávamos uma na casa da outra, íamos até cantando, batíamos fotos. Era muito divertido. Era uma bagunça só “.


As escolhedeiras da esquerda para a direita: De pé: Isaltina Fernandes Madeira, Laura Citadini, Vilma Wasielevski, ......, Chica Venceslau, Leninha, Plácida Fernandes Madeira, Carmela Furlaneto, Fernanda Miranda, Alice Miranda  Mello, Rosália Fernandes Madeira. Sentadas: ......., Mariquinha Venceslau, Walquiria Adriano, Maria Morais, Pedro Vitorino e Délicia Inês Miranda.

Amigos de Santana

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

BRICADEIRA DE CRIANÇA

Quando criança e morávamos na rua da Farofa, em Santana, não tínhamos o privilegio de termos tantos brinquedos como as crianças de hoje e, por isso, tínhamos que usar da criatividade.


Nos domingos, pela manhã, costumávamos brincar de cozinhadinho na casa do seu Dorvalino Venceslau, liderado pelas garotas mais velhas: Janete, Tito, Nena e outras. Cada menina e menino levavam alguma coisa para ser cozido. Sempre eram as mais velhas quem faziam o almoço.

Nas tardes de domingo, até mesmo nos finais das tardes nos dias da semana, costumávamos brincar de rodas, amarelinha, esconde-esconde, bolinha de gude, passa anel, roda pião, empinar pipa, pular corda, petecas e outras no meio da rua. Naquela época não existia a circulação de veículos e por isso não tinha perigo de se brincar no meu da rua.
Brincadeira de criança na rua da Farofa.

Amigos de Santana

terça-feira, 9 de agosto de 2011

LAERTE – O MAIOR ARTILHEIRO DA HISTÓRIA DO CRICIÚMA ESPORTE CLUBE.


Laerte Arcy Sérgio nasceu em Santana – Urussanga-SC, em 26 de agosto de 1957. Durante toda a sua infância, após as aulas, jogava nas peladas de rua, time formado por crianças, ao mesmo tempo em que acompanhava seu pai o seu Arcy aos jogos do Minerasil, em Santana.

Em 1978, ainda garoto, fez alguns jogos pelo Comerciário, que em 17 de março daquele ano passou a se chamar Criciúma Esporte Clube. Laerte, o Urso, como era chamado, fez o primeiro gol da história do Criciúma que ainda não era Tigre, porque vestia azul. Foi fazendo gols, o Urso, de todos os jeitos. Quando deixou o estádio Heriberto Hülse, em 1981, era o maior artilheiro da história do Criciúma, com 54 gols.

Laerte era chamado de “Urso”, por parecer-se um mesmo. Pernas cambotas, corpo retaco. Não era alto, tinha 1m73cm – Laerte foi considerado pela crítica, como o melhor centroavante existente no futebol brasileiro.

Laerte consagrou-se como um dos maiores goleadores do Criciúma e do Próspera. O melhor time de Santa Catarina – o Tigre – tinha Laerte de centroavante.

Laerte, eterno nos corações dos santanenses, urusanguenses, criciumenses e do amigos de Santana, morreu em abril de 2004. Bem que merecia uma estátua em sua homenagem plantada no campo do Minerasil, em Santana e no campo do Heriberto Hülse, em Criciúma. Fica, aqui,  o apelo dos Amigos de Santana para que isso venha a ser concretizado. Afinal, o Laerte, que nos deixou aos 47 anos de idade, merece ser homenageado!

     No Criciúma/Tigre.

Laerte com um dos filhos.

Laerte o 3º agachado, quando jogava no Próspera.

Laerte o 2º agachado no Vitória da Bahia.

Laerte com a camisa do Comerciário, onde tudo começou. Hoje, Criciúma/Tigre

No Juventudes, de Caxias.

Foto de 1978 - O primeiro gol da história do Criciúma que ainda não era Tigre, porque, ainda,  vestia azul, foi feito pelo santanese - Laerte Arcy Sérgio. O Tigre só passou a ser chamar de Tigre quando começou a usar a camisa amarela, branca e petra (cores do Tigre).


Nossas homenagens ao Laerte Arcy Sérgio.