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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

FRANCISCO MARTINS - O CHICO, ALFAIATE

Lembro-me de tantas histórias de Santana, mas não podia deixar de falar uma de meu pai: Chico, alfaiate, como era, carinhosamente, conhecido. Meu pai um dos melhores alfaiate da região, sempre trabalhando, honestamente, para sustentar 5 filhas (não era fácil).

Recordo-me, ainda, que muitas pessoas de Santana e região iam a nossa casa para que ele fizesse o terno para os casamentos e festas que iriam acontecer na região. Um dia pedi que fizesse um paletó para mim, pois a costura dele sempre foi perfeita. Ele nunca havia feito nada para mulher e confeccionou um terno pra mim, lindo, maravilhoso, tudo de bom, azul marinho e que guardo até hoje e para sempre guardarei.

Conheço pessoas que ainda têm calças confeccionadas pela minha mãe (dona Nena) que não tinha diploma de costureira, aprendendo no dia a dia, com o meu pai, para ajudar nas despesas com as 5 filhas.

A história acima foi contada pela filha, Lucimara Martins Barzan, a Professora Mara Barzan.

Realmente o seu Chico tinha um estilo próprio de confeccionar os seus ternos, se vivo fosse e trabalhando poderia ser considerado como o Armani santanense por todos nós. Basta vermos, nas fotos antigas de Santana, os ternos por ele confeccionados. Um perfeito estilista, clássico e de bom gosto. O terno que ele fazia se ajustava perfeitamente ao corpo de qualquer homem, com caimento perfeito e muito confortável. Seu Chico e dona Nena deixaram  saudades!

Amigos de Santana. Fotos arquivo da família



Seu Chico e dona Nena

Seu Chico em momento especial,  com a  filha Lucimara Martins Barzan - A Mara Barzan


Seu Chico e dona Nena, curtindo os carinhos dos netos: Douglas, Helton, Joana (colo do vovô), Maecely (colo da vová), Tamires e Annelise.

Lucimara Martins, Jadir  Barzan (noivos) dona Kika, à esquerda e seu Chico e dona Nena à direta.

domingo, 7 de agosto de 2011

VOLTANDO A INFÂNCIA - JOGO DAS ETNIAS: TUDO MISTURADO

Jogo das etnias: Tudo misturado

Time formado pelos amigos já com 50 anos.


Time formado pelos amigos que já passaram dos 60 anos.

Na tarde do sábado (09 de julho de 2011), os moradores de Santana, município de Urussanga-SC, puderam assistir uma partida de futebol onde a disputa foi entre os brancos e os negros. Segundo os organizadores: Vilmar Bernardo, Ivan Vieira e Paulo Cesar Teotônio, a partida tinha por objetivo relembrar a época da infância, quando todos, depois de irem à escola, se reuniam para jogar futebol.

Aos 64 anos, seu Vilmar lembra que os santanenses sempre gostaram muito de futebol e, estimulados pelo Minerasil, que fez história no futebol da região, os garotos queriam treinar suas habilidades em campo. “Então eram organizados jogos dos com camisa contra os sem camisa, o dos brancos contra os negros… A gente sempre arrumava um motivo para jogar…” explicou Vilmar ao informar que esta prática durou por vinte anos, sendo realizados dois jogos por ano.

Ao ser questionado pela reportagem de Panorama SC se esta disputa no esporte poderia ser caracterizada como uma forma de preconceito, Vilmar afirmou que na comunidade de Santana as duas raças sempre conviveram em paz e respeitosamente. “A única coisa é que no começo todos queriam ganhar. Mas depois virou um encontro de amizade onde não importava mais quem vencia”, concluiu o organizador.

Já outro morador que preferiu não ser identificado, disse que os jogos entre negros e brancos era uma brincadeira que nasceu da falta de condições dos moradores locais em adquirir uniformes para suas equipes. Assim, jogando sem camisa, ficava mais fácil identificar quem era de um time ou de outro pela cor da pele.

Seja qual for a verdadeira forma do nascimento desta disputa, parece que a etnia negra seguiu o exemplo do Rei do Futebol – o Pelé e, por todos os anos em que houve as disputas, a etnia negra obteve o maior número de vitórias.

Não foi diferente na tarde de sábado. Inicialmente perdendo por 1 x 0, os negros viraram o jogo fazendo 3 x 1 no placar final. Satisfeito, Ivan Vieira disse que a partida foi organizada apenas para matar a saudade da infância e o evento tomou uma proporção tão grande que daria para formar três ou quatro equipes.

Simbolizando a união, atletas negros e brancos entraram de mãos dadas no campo de futebol. Fonte e Foto Jornal Panorama – Urussanga-SC (15/07/2011)

sábado, 6 de agosto de 2011

3º ENCONTRO DOS AMIGOS DE SANTANA


Aconteceu no dia, 12/06/2011, em Santana, município de Urussanga o 3º Encontro dos Amigos de Santana que contou com a presença de diversos amigos vindo de toda região do país e do exterior.

Contou também com a presença da Irma Emanuelle (81 anos), pertencente a Congregação das Irmãs Beneditinas da Divina Providência que, na época da Minerasil, prestou grande serviço social a vila operária de Santana




































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2º ENCONTRO DOS AMIGOS DE SANTANA

O 2º Encontro dos Amigos de Santana aconteceu em 06/06/2010, contando com a participação de famílias vindas do Rio de Janeiro, Cuiabá, Porto Alegre, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Joinville, Laguna, Tubarão, Blumenau, Chapecó, Criciúma e Região somente para rever os amigos



Encontro dos amigos  no Espilão (Pillon)

Família Rochadel, vinda de Laguna-SC.

Famílias: Teixeira, Pereira, Gaspoldini, Barbosa

Famílias Barbosa (Mara de Florianópolis) e Venceslau (Dario de Cuiaba-MT)

Vereador Omero de Bona, esposa e cunhada Janete Manique

Nilton de Bona Sartor, esposa, Arlete, Nélio Pagani e Tarcísio Pereira.


Professora Olanda Barbosa, Dinho, Dario, Teia, Beto, Tina, Cida e Daisi


Família Damas (Daniel Damas e esposa Enalva, José Sidnei Damos e esposa Albertina) de Joinville e
amigos.


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1º ENCONTRO DOS AMIGOS DE SANTANA

Família do Paulinho e Lourdes Martins Bittencourt.

Família Sr. Benato Crescêncio

Seu Benato Crescêncio e seu Joaquim Venceslau

Dejair Flor, Tarcisio Pereira, Neca Rota, Aladir Pereira e Baiano


Aconteceu em 07/06/2009, em Santana, o 1º encontro dos Amigos de Santana, contando com a participação de amigos vinde de diversas região e do pais.


CÂMARA MUNICIPAL DE URUSSANGA-SC INSTITUI O DIA DOS AMIGOS DE SANTANA – 04 DE JUNHO.



O dia dos Amigos de Santana, 04 de junho, bairro pertencente ao município de Urussanga-SC, foi criado pela advogada, Fátima Maria José Boava, nascida em Santana, município de Urussanga-SC. A idéia partiu de uma reunião com os amigos que lá nasceram: Dejair Flor (Duja), Nilton Barbosa (Baiano), Ilse Fabro Barbosa, Dário Venceslau, Valentina Barbosa, Aladir Pereira, Tarciso Pereira, Paulinho Bitencourt, Lourdes Martins, Cida Crescêncio, Zé Bodinho, Elisa Mariot, Valmor de Bona Sartor, Elisiane Mariot de Bona Sartor.

Sabe-se que existe o dia internacional do amigo, mas nós queríamos uma data exclusivamente para nós, santanense, já que chegamos a conclusão de que o mundo inteiro tem raiz no carvão de Santana. Fizemos um ofício e encaminhamos ao vereador Omero de Bona, também nascido e criado em Santana, que através de um projeto à Câmara Municipal de Urussanga, requereu fosse instituído o DIA DOS AMIGOS DE SANTANA.

No nosso primeiro encontro em 2009, provamos que nada é impossível de se conquistar quando existe o amor, solidariedade, respeito pelas diferenças e a união entre as pessoas. Assim, entramos com este propósito de conseguir uma data exclusivamente para nós santanenses.

Após reunião na câmara de Urussanga, com o assessor João Libaneo, também nascido e criado em Santana, por unanimidade, foi voltada a data de 04 de junho, a partir do ano de 2011 para ser comemorado a data DOS AMIGOS DE SANTANA.

Em princípio, nosso objetivo e comemorarmos o encontro no domingo em que se comemora a festa do Sagrado Coração de Jesus, mas nada impedirá que esta data seja alterada. Sendo Santana um bairro pequeno não comportaria dois eventos próximo um do outro, assim pedimos que a data nos fosse concedida para o mês de junho que no calendário cristão, se comemora o mês do “Coração de Jesus”, que sempre e sempre será o protetor DOS AMIGOS DE SANTANA, independente de política e religião, ou seja, totalmente sem discriminação.

Lembramos que na data, DOS AMIGOS DE SANTANA (04 de junho) também poderá ser trocado presentes. Todavia, preferimos comemorar esta data com encontro de todos os que lá nasceram e passaram para podermos abraçar e declarar nossa amizade umas a outras. Pois o melhor presente é um abraço. Ele é tamanho único e ninguém vai se importar se o outro quiser devolvê-lo.

Amigos de Santana.



JOAQUIM VENCESLAU



Quando o senhor Joaquim Venceslau chegou à localidade de Santana, no ano de 1943, várias famílias de imigrantes italianos já trabalhavam na agricultura e vendiam o excedente da produção para comerciantes do Rio Maior.

Filho de agricultor e oriundo de Pedras Grandes, Joaquim tinha apenas 15 anos quando, no primeiro dia de maio daquele ano, tornou-se funcionário da Minerasil. Trabalhou por 26 anos e cinco meses embaixo da mina, se aposentou e continuou trabalhando por mais 11 anos como guarda e também na guarita da empresa mineradora. Casou, teve sete filhos e reside em Santana até hoje.

E sua história seria igual a de tantos outros mineiros, não fosse o fato de ter sido o protagonista de uma mudança social conquistada pelo seu espírito democrático e sua sabedoria.

Aos 84 anos de idade, ele contou à reportagem de Panorama SC que se sente feliz em ter feito muitos amigos durante sua vida, ter podido criar seus filhos com dignidade e ter sua mulher ao seu lado.

Suas duas frustrações são não ter podido frequentar a escola e não ter servido ao Exército Brasileiro. “O meu pai trabalhava na roça e eu tinha que ajudar. Às vezes eu chorava porque via os meninos passarem para ir à aula e eu tinha que ficar trabalhando. Meu pai era uma pessoa boa, me ensinou que a gente deve sempre pensar antes de falar para depois não se arrepender. Eu aprendi isso com ele. Por isso, sempre que fui a algum lugar que eu não gostava, eu não fazia tumulto. Pedia licença e me afastava. Nós éramos pobres e todos tinham que trabalhar, eu era o terceiro dos dez irmãos. Nunca pude ir para a escola, isso me deixa triste e eu sempre penso nisso” explicou seu Joaquim ao dizer que pensava em realizar o sonho de tornar-se um militar.

“Quando fiz 18 anos, o Exército chamou eu e mais uns seis aqui de Santana para se apresentar. Eu fiquei todo feliz. Mas a companhia disse que faltava mão-de-obra nas minas e fez um documento pedindo pro Exército dispensar a gente. Eles me deram um papel dizendo que nós iríamos servir o Exército trabalhando nas minas. Eu não sabia da importância deste papel e acabei perdendo. Hoje eu sei que, se eu tivesse guardado, poderia ter me aposentado como ex combatente. Eu acho muito lindo aqueles uniformes. Sempre sonhei vestir um, mas tambem não consegui fazer isso” afirmou o mineiro que não pode realizar seu sonho de vestir uma farda porque no ano de 1946 o mundo se recuperava do trauma da Segunda Guerra Mundial e o carvão mineral era de suma importância econômica.

(fonte: Panorama – Urussanga-SC, 15 de julho de 2011- Foto: Álbum dos Amigos de Santana)